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terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Como aperfeiçoar sua força de vontade para passar em concurso


Porque tenho tempo livre e não consigo estudar? Como faço para conseguir realmente estudar, em vez de divagar no que poderia estar fazendo? Neste artigo responderemos essas perguntas sobre como privilegiar o longo prazo ao invés da satisfação instantânea e como o QualConcurso pode lhe ajudar.

Não somos tão racionais quanto acreditamos ser

Nosso cérebro não está acostumado a fazer planejamentos de longo prazo. Até bem pouco tempo, éramos caçadores-coletores e o conceito de planejamento era inexistente. Nosso sistema límbico, responsável pelos instintos, reinava absoluto em nosso cérebro.

O córtex pré-frontal, área do cérebro racional e responsável pelos nossos planos de longo prazo, somente pôde se desenvolver há alguns milhares de anos, e está em constante batalha com nossa natureza animal. Nossa vontade primária não é sentar e estudar por horas. É sair, ver TV, namorar, comer e dormir. Focar nos objetivos de longo prazo não é uma habilidade inata. É algo que se aprende, conhecendo o nosso próprio corpo.

Para ilustrar, imagine que há dois entes em seu cérebro, Albert e Rex:

albert x rex.jpg

Rex é o inquilino mais antigo, mora no sistema límbico. Ele está lá desde os primórdios da vida, e existe antes mesmo de se ter consciência da própria existência. Representa seus medos e instintos. Rex NUNCA pode ser desligado. Está sempre ativo, tomando suas decisões.

Albert habita o córtex pré-frontal. Gostamos de pensar em Albert como o verdadeiro inquilino das nossas cabeças, mas isso não é verdade. Albert acabou de chegar. Ele que contraria Rex e nos faz estudar ao invés de assistir televisão. Mas Albert, como veremos, é velho e cansado. Não aguenta se opor ao Rex o tempo todo. O que estudaremos são formas de preservá-lo, para que possamos usá-lo quando realmente precisarmos.

Nossa força de vontade é finita

Força de vontade é aquilo que nos faz agir contra nossos instintos imediatos de satisfação (como dar aquela olhada rápida no Facebook). Acontece que os estudos sobre o tema apontam que se trata de um recurso finito. É como se, após uma boa noite de sono, acordássemos com nossa força de vontade no máximo. À medida que o dia passa, gastamos esse recurso, muitas vezes com coisas que nem percebemos.

Você sabe bem como é quando a força de vontade acaba. Chega uma hora do dia em que você não quer fazer mais nada de "produtivo". É nessa hora que seu sistema animal "vence", e você se rende aos seus instintos. Quando a força de vontade acaba:
  • Nós não queremos tomar decisões.
  • Temos aversão ao risco. Quando somos obrigados a tomar decisões, tomamos aquela mais fácil, menos arriscada e que menos muda nossas vidas. "Me dê o mais barato", "Pode ser o que você achar melhor", "Vamos deixar como está mesmo" são as respostas comumente dadas. Há um estudo interessantíssimo sobre liberdade condicional dada por juízes em Israel. Prisioneiros que tem os seus pedidos avaliados pela manhã tem 70% a mais de chance de terem a liberdade concedida, pois, à medida que a força de vontade dos juízes vai sendo consumida, eles tendem a tomar decisões menos arriscadas.
  • Rex domina o seu cérebro. Você só consegue fazer coisas que dão prazer imediato. Querer ver TV a noite toda, com a casa suja e cheia de louça para lavar é uma imagem correta deste sintoma.
Mas calma! A ciência já identificou como se consome a força de vontade. Vamos estudá-las, para que você gaste da melhor forma possível esse recurso tão valioso e escasso.

Como gastar melhor sua força de vontade

Crédito ou débito? Carne ou frango? Facebook ou estudo?

Decisões são o grande dreno da força de vontade. Cada decisão que você toma usa um pouco daquela força de vontade que você renova durante o sono. Quanto mais difícil, maior o recurso consumido.
  • Tente não pensar muito no que não é relevante para sua vida: Em vez de escolher o almoço, por exemplo, peça igual ao do seu colega. Nas pequenas decisões do dia a dia, tome a primeira que lhe vier a cabeça. Sua vontade deve ser guardada para assuntos importantes.
  • Trace o planejamento antes de realizar as tarefas, de preferência no dia anterior antes de dormir. Por exemplo, em vez de ir ao supermercado e tomar uma decisão de comprar ou não cada produto que você vê, faça uma lista.

Disciplina e Hábito


Todos que passam em concurso publico dizem: "disciplina é fundamental”. À luz do que acabamos de estudar, faz todo sentido. Disciplina é quando você planeja e executa conforme o planejado. Hábito é fruto da disciplina.

Com planejamento, você toma a decisão antes de executar a tarefa, e assim não gasta sua força de vontade pensando nisso. Já imaginou na academia se, em vez de fazer três séries de quinze em um determinado exercício, você fosse fazer "o que der"? O resultado seria desastroso.

Além de fazer o plano, você deve segui-lo. Se você não faz, o seu sistema límbico (aquele sabotador) saberá, e vai te prejudicar. O tentará a abandonar o plano a todo momento. "Será que seria tão ruim parar por quinze minutinhos para ver o Facebook (sabemos que quinze minutinhos nunca são quinze minutos)", "Será que eu preciso estudar essas três horas mesmo".

Repetir uma ação condiciona nosso cérebro e corpo. Se você planeja estudar uma hora por dia (e consegue) no primeiro dia pode ser difícil. Mas após alguns dias, nem sentirá que estuda. Dito de outra forma, você não terá que "tomar a decisão" de estudar. Fará automaticamente. Assim fica mais fácil gradativamente estudar duas, três ou quatro horas.

Ao realizar o que se planeja, da forma planejada, você manda uma mensagem subliminar ao seu cérebro: não adianta ele "tentar" você. Planejar estudar duas horas, e estudá-las é melhor que planejar oito e estudar três. No primeiro exemplo, você condiciona seu cérebro a fazer isso novamente, sem ter que pensar se "dá para fazer ou não". No segundo, além de ficar frustrado, mandará a mensagem para o seu sistema límbico de que ele é capaz de te fazer mudar de ideia. Como consequência, ele bombardeará sua cabeça quando você estiver tentando fazer algo produtivo.

O Controle de estudos do QualConcurso

O QualConcurso oferece uma ferramenta de planejamento de estudos. Você informa o tempo que pode se dedicar (é incrível o que duas horas diárias de estudo produzem em seis meses!) e o seu objetivo e nós alocamos o tempo de estudo em cada disciplina considerando a sua proficiência (medida nos nossos simulados adaptativos) e a relevância no edital.

Assim, como todas as tarefas necessárias para cobrir o edital do concurso dos seus sonhos cadastradas, você poupa sua força de vontade para o que realmente importa: estudar!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Para passar em concursos, confie na análise de dados, não na intuição



Não é segredo que a aprovação em concurso público, em particular os de melhores remunerações, exige considerável esforço na preparação. Nesse cenário, é cada vez mais comum a busca dos candidatos por ajuda para escolher material, método de estudo, definir meta, etc.

O problema é que muitos "especialistas" do mercado baseiam seus conselhos e treinamentos nas suas intuições. Muitos nem mesmo trilharam o caminho que agora guiam, outros sugerem dicas mirabolantes como estratégias de chute sem o menor embasamento científico. Como prometer "aumentar" ou "multiplicar" as chances de aprovação se nem ao menos podem medir de forma concreta as chances atuais? 

Stephen Dublin, autor do aclamado Freakonomics, recentemente declarou a Universidade de Wharton que decisões baseadas em intuição possuem probabilidade quase nulas de obter resultados ótimos. A excelência só pode ser atingida por meios científicos ou empíricos.

A propósito, o QualConcurso é o único portal a calcular com rigor estatístico as chances de aprovação, além de possuir diversas outras ferramentas fundamentais para uma preparação de alto nível.

Se você sente que se prepara sem reconhecer sua evolução e precisa de ajuda para estudar de forma eficiente e eficaz, nós ficaremos felizes em ajudar:

consultoria@qualconcurso.com.br

www.qualconcurso.com.br



sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

10 regras do bom ou mau estudo

10 regras do bom estudo

1) Recorde-se
Quando acabar de ler uma página, veja se entendeu as principais ideias. Destaque o mínimo, e nunca destaque nada que não consiga se lembrar antes. Tente recordar das principais ideias quando retornar a sala, ou ao ambiente onde estuda. A habilidade de recordar - de tirar as ideias de dentro de si - é um dos principais indicadores de bom aprendizado.



2) Teste-se
Em tudo, o tempo todo. Simulados são seus amigos! Acesse: www.qualconcurso.com.br



3) Quebre as questões em partes menores
Segmentar é entender o problema de forma que a solução venha a mente. Depois de responder uma questão, ensaie mentalmente a solução.  Garanta que consegue refazer cada um dos passos necessários para resolvê-lo. 



4) Estude em ciclos
Espalhe o seu estudo de cada disciplina em ciclos, como um atleta. O cérebro funciona como um músculo - pode lidar com uma quantidade limitada de um tipo de exercício por vez. 



5) Alterne diferentes técnicas de estudo
Teoria, questões objetivas, discursivas, resumos, etc. Nunca fique muito tempo na mesma técnica. Misturá-las é um potente catalizador do aprendizado. 



6) Descanse
É comum não entender um conceito na primeira leitura. Por isso que um pouco de estudo diariamente é bem melhor que estudar tudo de uma vez. Quando não conseguir entender ou resolver algo, descanse. Assim sua mente pode trabalhar na solução em segundo plano.



7) Para aprender, pense que precisa ensinar
Sempre que tiver dificuldade com um conceito, pense em como o explicaria de forma que até uma criança entenderia. Usar analogias ajuda muito. Por exemplo, para lembrar o número de Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), pense em "Somos um Time de Futebol". Nunca mais esquecerá que o STF possui 11 Ministros!



8) Foco
Evite distrações quando for estudar: desligue seu celular e coloque o computador no silencioso. Tenha um horário fixo e limitado para responder emails e entrar em redes sociais. 



9) Primeiro a obrigação
Reserve um tempo para o lazer, mas cumpra suas obrigações antes. Se for estudar mais de uma disciplina, comece pela que tem mais dificuldade.



10) Imagine a vitória
Tenha próximo ao seu local de estudo uma imagem ou mensagem que te lembre como sua vida mudará quando for aprovado. Pense na estabilidade, na boa remuneração, nas boas condições de trabalho, no bem que fará a sociedade e na vida que proporcionará a sua família. Isso te dará motivação para continuar.



10 regras do mau estudo


Esqueça essa técnicas - são um desperdício de tempo mesmo que você se engane que está aprendendo!

1) Releitura passiva
Sentar-se passivamente passando os olhos pelas páginas é inútil. A não ser que você perceba que a matéria está indo para o cérebro ao relembrar as ideias principais, ler novamente é perda de tempo.

2) Grifos excessivos
Marcar o texto pode fazer você pensar que está aprendendo, mas você não faz nada mais que mexer um pouco as suas mãos. Um pouco de destaque é bom, algumas vezes é importante para destacar ideias principais. Mas se você quer aprender, garanta que seus grifos também estão indo para sua cabeça.

3) Ver as respostas e assumir que entendeu
Esse é um dos piores erros cometidos pelos estudantes. Você deve ser capaz de resolver o problema passo a passo sem consulta.

4) Estudar de última hora
Seu cérebro é como um músculo. Ninguém corre uma maratona do dia para a noite apenas com força de vontade. É preciso treinamento gradativo.

5) Resolver os mesmos tipos de exercício
É tentador continuar resolvendo questões do tipo que você acerta sempre, mas você está se enganando. É necessário conhecer todas as formas que a banca aborda o assunto. Você só está realmente proficiente em um assunto quando consegue dissertar sobre ele.

6) Transformar estudos em grupo em bate-papo
Conferir o gabarito ou fazer perguntas um ao outro pode ser útil, mas se a diversão começa antes do dever estar cumprido, você está desperdiçando tempo precioso.

7) Não estudar teoria antes de fazer exercícios
Você entraria no mar antes de saber nadar? Os exercícios mostram o conhecimento concreto que você precisa, mas não adianta muito fazê-los sem ter o mínimo de conhecimento teórico.

8) Não tirar dúvidas
Existem três tipos de alunos: os que não entenderam nada, os com dúvida,  e os mentirosos. Não siga adiante com uma dúvida conceitual. Provavelmente você terá dificuldade com o resto da disciplina.

9) Pensar que pode aprender quando está distraído
Cada olhadinha no Wazzup significa menos capacidade cerebral para aprender. As distrações destroem as raízes das sinapses cerebrais antes que elas consigam crescer.

10) Não dormir o suficiente
Ao dormir, o cérebro organiza a informação que você estudou. Ao mesmo tempo se livra das toxinas que dificultam a concentração. Se você não dorme direito, nada mais faz diferença.






 







segunda-feira, 14 de julho de 2014

Quanto tempo leva para passar em concurso?

*Ou, sobre a importância de estabelecer metas realistas


O tempo de preparação necessário à aprovação em concurso público é uma dúvida da maioria dos candidatos. Embora seja impossível estimar com precisão, o Qual Concurso analisou dados sobre a quantidade de estudo e a evolução dos concurseiros para realizar esta avaliação.

Diversos parâmetros são relevantes nesse estudo:  o nível inicial de preparação, a dificuldade do concurso, a facilidade de aprendizagem, a disponibilidade de estudo e o estabelecimento ou não de metas realistas. 

Procurou-se destacar, portanto, a influência da disponibilidade de estudo e o estabelecimento ou não de metas realistas no tempo necessário de aprovação. Para as demais variáveis, tomamos o valor médio.

Destaca-se que por "tempo de preparação", entende-se o tempo necessário para que um candidato tenha 50% de chance de aprovação. Ou seja, a dedicação necessária para que o candidato seja aprovado em 1 a cada 2 concursos realizados, ao final da preparação. 



Na figura acima, temos no eixo x o total de horas brutas disponíveis pelo candidato para estudar por semana. O gráfico apresenta de 5 a 40 horas brutas semanais. O eixo y traz o tempo de preparação médio do candidato.

Vemos que a figura apresenta duas curvas: a com meta e a sem meta . Por exemplo, o candidato com 14 horas brutas semanais atinge o nível de aprovação, com metas, em torno de 19 meses e, sem metas, em 38 meses. Neste caso, o candidato "com metas" atinge o seu objetivo em um tempo 50% inferior. Em média, esse valor é 48% inferior.   

Para ilustrar melhor esses resultados, apresentamos os dados individuais de preparação de dois candidatos típicos: A e B. O primeiro, com metas de estudo dinâmicas e bem estabelecidas, o segundo sem planejamento. 

Preparação de um candidato com metas bem estabelecidas (A)


Preparação de um candidato sem metas bem estabelecidas (B)

O candidato A estudou em média 5,3 horas líquidas por semana. Começou entre os 47% melhores e terminou entre os 8% melhor preparados. Já o candidato B estudou semanalmente apenas 2,1 horas líquidas. No início, estava entre os 50% melhores, e no final entre os 30% melhores.

Quer saber mais? 

Visite www.qualconcurso.com.br, ou caso queira um acompanhamento personalizado e quantitativo dos seus estudos, envie um e-mail para consultoria@qualconcurso.com.br.

Glossário:

Hora bruta consiste no tempo passado no relógio, a hora normal do seu dia-a-dia como se passa naturalmente.

Hora liquida é o tempo que você efetivamente estuda, sem que o tempo das pausas seja contado.