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segunda-feira, 31 de agosto de 2015
Descoberto o Santo Graal dos Concursos
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Higor Silva Rosa,
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09:29
O Santo Graal é uma lenda que atribui poderes divinos a um cálice sagrado que teria sido usado por Jesus na última ceia. Um objeto divino, dotado de poderes miraculosos e capaz de diminuir a distância entre Deus e os homens. O "Santo Graal" dos Concursos é o atalho entre o candidato e a aprovação.
Existem vários "gurus" que advogam terem descoberto o "Santo Graal" dos Concursos. Entre eles, está em voga ultimamente o "Edital Sintetizado".
Nessa metodologia milagrosa, a aprovação seria encurtada com a possibilidade de estudar apenas 50% do edital. Demonstraremos aqui que quem seguir essa estratégia na realidade diminuirá suas chances de aprovação.
Primeiramente, os defensores daquele tipo Edital partem da premissa de que é preciso ter o foco em um, e somente um, cargo e em uma, e somente uma, banca. Como alternativa à "fazer todos os concursos".
Trata-se de uma falácia lógica que descreve uma situação na qual dois pontos de vista alternativos opostos são colocados como as únicas opções, quando na realidade existem outras opções que não foram consideradas.
Por exemplo, mais indicado é focar em uma área, como a fiscal. Assim, quando se estuda o "núcleo duro" da área, a preparação se dá para vários concursos. Já mostramos antes como isso aumenta sua chance de aprovação.
Em segundo lugar, estudar um fração do edital é uma aposta. E uma aposta em que a "banca" tem mais chances de ganhar que você. Trata-se de uma má interpretação do princípio de Pareto. Mesmo que a distribuição de assuntos tivesse uma probabilidade previsível, dedicar-se exclusivamente aos mais recorrentes reduziria a sua chance de aprovação 20%, em média. A diminuição é ainda maior para candidatos mais proficientes (aqueles com maior chance de aprovação).
Isso ocorre em função da concavidade da "curva" de aprendizado. O esforço para aprender os primeiros x% de uma disciplina é desproporcionalmente inferior ao trabalho de aprender os próximos x%. Então se você dobra o estudo da metade do edital, aprende MUITO menos que o dobro, e ainda corre o risco de errar questões triviais das "caudas" do edital.
Desconfie de "métodos" com propostas mirabolantes. Esse tema já foi debatido anteriormente no texto O Segredo Proibido dos Concursos.
Passar em concurso é uma tarefa árdua. Tenha em mente que o que funciona é meta, planejamento, estudo e simulados. É um caminho duro, mas compensador, rumo à aprovação!
www.qualconcurso.com.br
Nessa metodologia milagrosa, a aprovação seria encurtada com a possibilidade de estudar apenas 50% do edital. Demonstraremos aqui que quem seguir essa estratégia na realidade diminuirá suas chances de aprovação.
Primeiramente, os defensores daquele tipo Edital partem da premissa de que é preciso ter o foco em um, e somente um, cargo e em uma, e somente uma, banca. Como alternativa à "fazer todos os concursos".
Trata-se de uma falácia lógica que descreve uma situação na qual dois pontos de vista alternativos opostos são colocados como as únicas opções, quando na realidade existem outras opções que não foram consideradas.
Por exemplo, mais indicado é focar em uma área, como a fiscal. Assim, quando se estuda o "núcleo duro" da área, a preparação se dá para vários concursos. Já mostramos antes como isso aumenta sua chance de aprovação.
Em segundo lugar, estudar um fração do edital é uma aposta. E uma aposta em que a "banca" tem mais chances de ganhar que você. Trata-se de uma má interpretação do princípio de Pareto. Mesmo que a distribuição de assuntos tivesse uma probabilidade previsível, dedicar-se exclusivamente aos mais recorrentes reduziria a sua chance de aprovação 20%, em média. A diminuição é ainda maior para candidatos mais proficientes (aqueles com maior chance de aprovação).
Isso ocorre em função da concavidade da "curva" de aprendizado. O esforço para aprender os primeiros x% de uma disciplina é desproporcionalmente inferior ao trabalho de aprender os próximos x%. Então se você dobra o estudo da metade do edital, aprende MUITO menos que o dobro, e ainda corre o risco de errar questões triviais das "caudas" do edital.
Desconfie de "métodos" com propostas mirabolantes. Esse tema já foi debatido anteriormente no texto O Segredo Proibido dos Concursos.
Passar em concurso é uma tarefa árdua. Tenha em mente que o que funciona é meta, planejamento, estudo e simulados. É um caminho duro, mas compensador, rumo à aprovação!
www.qualconcurso.com.br
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Quantas horas devo estudar para concurso semanalmente?
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Higor Silva Rosa,
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12:00
Intuitivamente, você decidiu fazer concurso: a boa remuneração, a estabilidade e as condições de trabalho são inigualáveis. Entretanto, antes de ser servidor, você precisa ser aprovado. Então você decide estudar. Mas quantas horas você deve se dedicar semanalmente? Deixe a análise econômica responder!
O estudo deve ser encarado como um investimento (de risco). Você troca seu tempo por conhecimento, e isso aumenta as suas chances de "vencer" a aposta (ser aprovado).
A vantagem é que, se você não desistir, mesmo quando você "perde", o seu capital (conhecimento) permanece. Então terá mais chances de sucesso na sua próxima "aposta".
A remuneração do cargo pretendido (ao longo da sua vida) é o seu prêmio. À margem, pode-se calcular seu o valor econômico. Se você dividir o prêmio pelo total de horas estudado, obtém-se a "remuneração" horária de estudar.
Dentro do limite fisiológico, é razoável pensar que quanto mais se estuda, maiores são as chances de aprovação. Mas como o QualConcurso é o único portal que efetivamente calcula as chances de aprovação, conseguimos medir a carga ótima de estudo para cada caso (maior "remuneração" por hora de estudo).
Para ilustrar isso, apresentamos a chance de aprovação (eixo direito) e a "remuneração" horária do estudo (eixo esquerdo) em função da quantidade de horas líquidas estudadas semanalmente (eixo horizontal).
Esse é um caso particular para um candidato mediano em 8 meses de estudo, estudando para um concurso de R$ 5.500 de remuneração.
Veja que quanto mais ele estuda (parte mais a direita do gráfico), maiores são as chances de aprovação. Por exemplo, se ele estudar 28 horas líquidas por semana, chegará à prova com 50% de chance de aprovação (nível do último colocado). Em caso de aprovação, a "remuneração" pelas horas estudadas é de R$ 236,91! Se fosse um emprego, seria o equivalente a um salário de R$ 9476,44. Ou seja, estudar é uma atividade MUITO bem remunerada (melhor até que o cargo almejado).
Diferentemente da chance de aprovação, que aumenta monotonamente com o aumento da carga de estudo, a "remuneração" por estudar não melhora indefinidamente. No início, o aumento da chance de aprovação faz crescer o valor da hora estudada, mas chega a um ponto que o aumento da chance de aprovação não compensa o esforço extra de estudar. Nesse exemplo, isso acontece com 37 horas líquidas semanais. Isso não é pouco, há quem estude mais que isso, mas essa é a quantidade economicamente ótima de estudo nesse caso.
Que fique claro que cada caso é único, então 37 horas líquidas semanais não é a quantidade ótima para todo mundo. Felizmente, o QualConcurso pode calcular isso (e muito mais) para você.
Saia do palpite. Venha estudar com quem entende!
terça-feira, 30 de junho de 2015
Aprovação Concurso INSS em três passos
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Higor Silva Rosa,
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12:49
Finalmente o Ministério do Planejamento autorizou o Concurso do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Serão oferecidas 950 oportunidades, sendo 800 para técnicos (nível médio) e 150 para analistas do seguro social (nível superior). A previsão é que o edital saia até dezembro de 2015. A remuneração é superior a R$ 5.000 para Técnico e R$ 7.500 para Analista.
Mas qual a chance de aprovação de um candidato mediano? Infelizmente, esse candidato tem não mais que 0,5% de chance de aprovação. Entretanto, com organização e metas bem estabelecidas, em 8 meses (estimativa de tempo para a prova), com 20 horas líquidas semanais, o candidato pode chegar forte na prova (30% chance de aprovação). Já discutimos isso aqui antes. Para quem já estuda (efetivamente) a algum tempo, naturalmente essa chance é ainda maior. Nós somos o único portal a fazer esses cálculos de forma científica!
E como ser aprovado? Basta seguir esses três passos simples:
1) Avalie-se
Você não melhora o que não mede. Como saber se está no caminho certo, se você não sabe onde está? O Simulados Adaptativos do QualConcurso são a solução! Basta resolver um para cada uma das disciplinas do Edital (anterior).
Se o seu estudo estiver funcionando, verá o aumento da sua probabilidade de aprovação durante todo o processo (e não apenas só após o resultado). Isso reduz muito a ansiedade e ajuda a manter a motivação. Se a probabilidade não aumentar, ao menos você ainda terá tempo hábil para corrigir o que estiver errado.
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| Evolução da Probabilidade de Aprovação - INSS Técnico |
2) Controle-se
O tempo é seu recurso mais escasso. A sua proficiência deve aumentar em todas as disciplinas, sem que você esqueça o que estudou anteriormente, por isso você precisa estudar em ciclos. Dividir seu tempo proporcionalmente ao peso de cada disciplina no Edital não é suficiente! Sem a avaliação relativa do seu nível em cada uma das disciplinas não é possível alocar o tempo de estudo de forma ótima. Deve-se estudar MAIS o que se sabe MENOS.
No QualConcurso tudo isso é feito automaticamente. Você recebe uma programação diária do que estudar, considerando tanto o peso das disciplinas no Edital quanto seus resultados nos simulados. A medida que você evolui, o sistema redistribui o tempo de estudo entre as disciplinas, para que o crescimento seja equilibrado entre elas.
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| Exemplo de Plano de Estudos para Técnico do INSS - Sugestão para um conjunto específico de proficiências - Cada candidato possui um plano ótimo diferente |
3) Estude
Da mesma forma que estudar sem organização frequentemente conduz a reprovação, não há sistema que compense a falta de estudo.
Estude o máximo que puder, mas não se esqueça de estudar com qualidade. Não sacrifique sono ou a sua atividade física para estudar. Tente diminuir o seu tempo com supérfluos, como redes sociais ou televisão. Acredite: estudar para Concurso pode até ser divertido!
O estudo deve ser ativo. Evite a releitura passiva e outros erros comuns. Você pode resolver milhares de questões gratuitamente no QualConcurso! Além de resolver e ler a resolução, escrevê-la com suas próprias palavras gravará o assunto de forma muito mais profunda na sua memória.
Depois de estudar, volte para o passo um. Esse ciclo só deve terminar com a sua aprovação.
quinta-feira, 23 de abril de 2015
A técnica ninja de chute
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Higor Silva Rosa,
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06:42
Repetidamente, nos deparamos na internet (particularmente em grupos de facebook) com técnicas "fantásticas". Duplique, triplique suas chances; O segredo da aprovação; Agora você será aprovado... etc. Um dos erros mais comuns dos candidatos é justamente perderem seu precioso tempo de estudo nessas bobagens.
Alvo constante dessas abordagens "milagrosas" é a técnica do chute. Já falei sobre isso antes, para o caso particular da banca CESPE. Agora vou desconstruir outra "técnica", desta vez para provas com 5 alternativas (o mesmo raciocínio vale para 4 ou qualquer número de alternativas).
Resumidamente, a "técnica" diz o seguinte:
- você marca as que sabe;
- conta a alternativa que menos marcou;
- chuta o restante nessa alternativa.
A premissa é a de que "as alternativas são balanceadas, aproximadamente 20% de cada". Logo, se marco a que marquei menos aumento os meus acertos.
De fato, a premissa está certa, mas a tese não. Basta lembrar da tabela-verdade de Se A então B. Premissa correta não valida tese errada!
| A | B | A→B |
|---|---|---|
| V | V | V |
| V | F | F |
| F | V | V |
| F | F | V |
Como testar se essa técnica é válida? Basta compará-la com um caso de controle, que é responder 100% das questões de acordo com a sua opinião.
Para testar a validade da técnica, simulamos milhões (literalmente) de vezes para diferentes casos. Variou-se tanto o % da prova em que a "técnica" foi usada (variando de 0% [controle] até 25%), quanto a proficiência dos candidatos (os advogados da "técnica" dizem que ela funciona melhor para os melhores candidatos - mais proficientes).
Eis os resultados:
As linhas representam o quanto o candidato sabe (mais pra baixo sabe mais), as colunas o quanto da "técnica" foi utilizada (a primeira coluna não usa a técnica, é a referência). Os valores apresentados são os % de acerto.
É natural que quem sabe mais acerte mais (descer nas linhas), mas veja que, quanto mais se usa a "técnica" (colunas mais a direita), MENOS se acerta!
O pior é que a "técnica" é tão mais nociva quanto melhor o candidato! Exatamente o oposto do defendido pelos advogados da "técnica", de que ela "só funcionaria para quem estuda".
"Mas comigo funcionou!", alegam alguns. Claro que para casos particulares eventualmente pode funcionar, mas na média não funciona. Ou seja, essa "técnica" diminui sua chance de aprovação! Veja abaixo para qual percentual essa "técnica" funciona:
Para um candidato muito proficiente (top 2% = percentil 98%), se ele usar a "técnica" em 5% das questões, ele tem 3,8% de chance de acertar mais do que acertaria se não usasse a "técnica". Bem animador...
Cuidado com abordagens "milagrosas"! Tenha em mente que o que funciona é meta, planejamento, estudo e simulados. É um caminho duro, mas que leva cada vez mais perto, rumo à aprovação!
terça-feira, 24 de fevereiro de 2015
QualConcurso de TI é o mais difícil de passar?
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Higor Silva Rosa,
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10:46
Na preparação para concurso público é comum a discussão do concurso mais "difícil". Normalmente, o debate é recheado de opiniões pessoais e na melhor das hipóteses "bom senso", baseado na concorrência, tamanho do edital e remuneração do cargo.
Acontece que o "bom senso" nem sempre traduz a realidade. Já mostramos para concursos fiscais, por exemplo, que faz mais sentido (do pondo de vista econômico) prestar para Auditor que para Analista da Receita. A mesma análise, realizada nas carreiras da Polícia Federal, mostra que para algumas pessoas é mais fácil ser aprovado para Delegado que para Escrivão.
Por sugestão do ITnerante, investigamos QualConcurso de TI é o mais difícil de passar! O escopo incluiu os concursos da CEB, TCU, Senado, CGU (Infraestrutura e Desenvolvimento), Bacen (Infraestrutura e Desenvolvimento), Perito Federal (PCF) e MPOG.
Para determinar a dificuldade do concurso, utilizamos tanto informações do resultado (nota dos aprovados - DOU) quanto a dificuldade das questões, quantificadas pela Teoria de Resposta ao Item, utilizando estatísticas proprietárias de acerto de cada questão.
A inferência estatística realizada é um processo muito cuidadoso, em que são considerados, entre outras informações, o número de candidatos, de convocados (não de vagas) e suas pontuações líquidas, de questões, de pontos por questão, de alternativas por questão, se errada anula certa, excluem-se as questões anuladas, etc.
Na média, um candidato entre os 2% melhores teria as seguintes chances de aprovação nos concursos analisados:
Então o concurso para Desenvolvimento de Sistemas do Bacen é o mais difícil de passar? Pelo menos o último foi!
Posso concluir que, se quero aumentar minhas chances de passar, devo prestar para o MPOG? Na média sim, mas cada caso é um caso.
Para ilustrar, mostraremos os resultados para dez concurseiros com o perfil considerado anteriormente (Top 2%), mas individualizando suas proficiências (obtidas por meio dos simulados adaptativos do QualConcurso), como se vê abaixo:
Como cada candidato tem conhecimento heterogêneo nas disciplinas e estas são cobradas também de forma desigual nos certames, as sugestões de "melhor concurso" são diversas:
O MPOG é o concurso mais fácil apenas para Ana! Para Carla, Érica e Flávio melhor seria prestar para CEB. Para surpresa de muitos, o Senado é o concurso em que Gisele e Jaime teriam mais chances. CGU (Infra) é o melhor para Daniel e Bacen (Infra) para Bruno e Horácio.
O ponto é: não existe concurso mais fácil ou difícil! O que interessa é se é mais fácil especificamente para você. E para descobrir suas chances atuais e futuras em todos eles, basta se avaliar no QualConcurso.
Aí não importa em que estágio da preparação você está. O que interessa é gradativamente se aproximar do seu objetivo. São os pequenos avanços (que agora você tem como medir de forma concreta) que o manterão motivado a continuar estudando.
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Estratégia ótima de chute nas provas do Cespe
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Higor Silva Rosa,
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11:36
Encontra-se fartamente na internet "estratégias" para melhorar o desempenho do candidato em concursos do Cespe (tipo Certo/Errado, com uma errada anulando uma certa). Há ainda quem defenda não chutar: "para não correr o risco de perder pontos".
Para ajudar o aluno, deixamos de lado a "opinião" e calculamos efetivamente qual a estratégia ótima de chute nas provas do cespe.
O melhor a se fazer é não deixar nada em branco!
Sim... simples assim!
O racional (errado) de quem advoga por deixar questões em branco é o seguinte: "se faço apenas as questões que tenho mais certeza, aumento o meu percentual de acerto". A premissa está correta, mas a conclusão não.
O quadro acima mostra o percentual líquido de acerto em função do número de questões resolvidas (colunas) e de quanto o candidato sabe sobre a matéria (linhas). Naturalmente, quanto melhor o aluno (maior percentil) maior o índice de acertos. Quanto menor a quantidade de questões respondidas, maior o acerto, porque responde-se apenas aquelas em que se tem maior conhecimento.
O problema é que não adianta acertar mais disputando menos pontos! O segundo efeito sobrepõe-se ao primeiro. Na média, quem chuta mais sempre terá melhor resultado, independentemente do nível de conhecimento! Os resultados estão resumidos no quadro abaixo.
E porque isso acontece? Porque a sua chance de acertar no chute só é igual a 50% se você não souber exatamente nada sobre o assunto. Se tiver a mais vaga ideia, a probabilidade de acertar já é favorável. A figura abaixo ilustra essa situação.
Mas como eu devo chutar? Apenas marque o que você acha que é a resposta correta!
Partindo da premissa (correta) de que a prova é (+-) 50% certa e 50% errada, alguns professores sugerem que se deve chutar de forma que o gabarito tenha esse perfil. Pontualmente, essa estratégia pode conduzir a bons (ou maus) resultados, mas na média, ela é inócua! Não há ganho real.
Variando o conhecimento do candidato, a dificuldade da prova e o número de questões respondidas, em mais de 1 milhão de simulações, não houve resultado significativo. Trata-se apenas de uma superstição.
Concluindo, a única lição que a estatística nos diz sobre estratégias de chute é a de que devemos responder todas as questões.
Cansado de acreditar na "opinião" de "especialistas"? Quer estudar com um viés quantitativo de verdade? Ter uma estimativa das suas chances de passar em diversos concursos e se comparar em cada disciplina?
Acesse gratuitamente: www.qualconcurso.com.br
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Quanto tempo um bacharel precisa estudar para ser Juiz Federal?
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Higor Silva Rosa,
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06:01
Ou, como qualquer aluno mediano pode tornar-se juiz em menos de 3 anos - se tiver força de vontade.
Ser Juiz Federal é um sonho comum para estudantes de direito, mas frequentemente esse desejo é visto como impossível ou apenas para predestinados. Se você é um dos que pensa assim, está completamente enganado.
Um candidato mediano tem 50% de chance de aprovação no concurso para magistratura federal em 2 anos e 10 meses, com dedicação integral (40 h/semana). Acredite, esse é um prazo conservador. O mesmo bacharel pode ser aprovado estudando apenas 1 ano e 5 meses (em um cenário mais otimista)!
Então é fácil ser Juiz? Não!
Veja que estamos considerando que o candidato estuda 8h brutas diariamente (5 dias por semana). Ainda, o desafio real é manter-se firme nos estudos por tanto tempo.
Outra dificuldade é dividir o tempo entre as disciplinas. Um erro comum é tentar dominar uma disciplina antes de começar a estudar outra. O correto é estudar por ciclos, e crescer em todas simultaneamente. Só para lembrar, na carreira em análise temos 14 disciplinas:
- Direito Constitucional
- Direito Administrativo
- Direito Penal
- Direito Processual Penal
- Direito Civil
- Direito Processual Civil
- Direito Previdenciário
- Direito Financeiro
- Direito Tributário
- Direito Ambienta
- Direito Internacional Público e Privado
- Direito Empresarial
- Direito Econômico
- Direito de Proteção ao Consumidor
E se você, como a maioria, não pode se dar ao luxo de estudar exclusivamente? Sua única alternativa é se organizar! (como mostramos aqui)
Estudando da forma correta, é possível ser aprovado em 1 ano e 11 meses com apenas 20h brutas semanais. Mesmo com uma base fraca, o objetivo ainda pode ser alcançado em menos de 3 anos (2 anos e 7 meses).
Precisa de ajuda para se organizar e manter-se motivado? Nós do QualConcurso oferecemos gratuitamente todas as ferramentas para te ajudar a ser aprovado. Acesse:
Glossário:
Hora bruta consiste no tempo passado no relógio, a hora normal do seu dia-a-dia como se passa naturalmente.
Hora liquida é o tempo que você efetivamente estuda, sem que o tempo das pausas seja contado.
Hora bruta consiste no tempo passado no relógio, a hora normal do seu dia-a-dia como se passa naturalmente.
Hora liquida é o tempo que você efetivamente estuda, sem que o tempo das pausas seja contado.
segunda-feira, 14 de julho de 2014
Quanto tempo leva para passar em concurso?
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Higor Silva Rosa,
on
11:33
*Ou, sobre a importância de estabelecer metas realistas
Procurou-se destacar, portanto, a influência da disponibilidade de estudo e o estabelecimento ou não de metas realistas no tempo necessário de aprovação. Para as demais variáveis, tomamos o valor médio.
O tempo de preparação necessário à aprovação em concurso público é uma dúvida da maioria dos candidatos. Embora seja impossível estimar com precisão, o Qual Concurso analisou dados sobre a quantidade de estudo e a evolução dos concurseiros para realizar esta avaliação.
Diversos parâmetros são relevantes nesse estudo: o nível inicial de preparação, a dificuldade do concurso, a facilidade de aprendizagem, a disponibilidade de estudo e o estabelecimento ou não de metas realistas.
Procurou-se destacar, portanto, a influência da disponibilidade de estudo e o estabelecimento ou não de metas realistas no tempo necessário de aprovação. Para as demais variáveis, tomamos o valor médio.
Destaca-se que por "tempo de preparação", entende-se o tempo necessário para que um candidato tenha 50% de chance de aprovação. Ou seja, a dedicação necessária para que o candidato seja aprovado em 1 a cada 2 concursos realizados, ao final da preparação.
Na figura acima, temos no eixo x o total de horas brutas disponíveis pelo candidato para estudar por semana. O gráfico apresenta de 5 a 40 horas brutas semanais. O eixo y traz o tempo de preparação médio do candidato.
Vemos que a figura apresenta duas curvas: a com meta e a sem meta . Por exemplo, o candidato com 14 horas brutas semanais atinge o nível de aprovação, com metas, em torno de 19 meses e, sem metas, em 38 meses. Neste caso, o candidato "com metas" atinge o seu objetivo em um tempo 50% inferior. Em média, esse valor é 48% inferior.
Para ilustrar melhor esses resultados, apresentamos os dados individuais de preparação de dois candidatos típicos: A e B. O primeiro, com metas de estudo dinâmicas e bem estabelecidas, o segundo sem planejamento.
![]() |
| Preparação de um candidato com metas bem estabelecidas (A) |
![]() |
| Preparação de um candidato sem metas bem estabelecidas (B) |
O candidato A estudou em média 5,3 horas líquidas por semana. Começou entre os 47% melhores e terminou entre os 8% melhor preparados. Já o candidato B estudou semanalmente apenas 2,1 horas líquidas. No início, estava entre os 50% melhores, e no final entre os 30% melhores.
Quer saber mais?
Quer saber mais?
Visite www.qualconcurso.com.br, ou caso queira um acompanhamento personalizado e quantitativo dos seus estudos, envie um e-mail para consultoria@qualconcurso.com.br.
Glossário:
Hora bruta consiste no tempo passado no relógio, a hora normal do seu dia-a-dia como se passa naturalmente.
Hora liquida é o tempo que você efetivamente estuda, sem que o tempo das pausas seja contado.
Glossário:
Hora bruta consiste no tempo passado no relógio, a hora normal do seu dia-a-dia como se passa naturalmente.
Hora liquida é o tempo que você efetivamente estuda, sem que o tempo das pausas seja contado.
quarta-feira, 9 de julho de 2014
Distribuição dos cargos em concursos do Executivo Federal: 2004-2013
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Higor Silva Rosa,
on
05:17
No artigo anterior (http://blog.qualconcurso.com.br/2014/07/novas-vagas-no-executivo-federal-2004.html), mostramos as informações de autorização para o provimento de novos cargos no Executivo Federal nos últimos 10 anos (2004-2013) segmentadas por órgão. Agora, mostramos a criação anual de vagas para os principais cargos.
| Analista | |
|---|---|
| Cargo | Vagas/ano |
| Analista Administrativo | 1.084 |
| Analista do Seguro Social | 384 |
| Analista-Tributário da Receita Federal do Brasil | 334 |
| Analista de Infraestrutura | 275 |
| Analista Ambiental | 258 |
| Analista de Finanças e Controle | 221 |
| Analista do Banco Central | 196 |
| Analista em Reforma e Desenvolvimento Agrário | 175 |
| Analista de Planejamento e Orçamento | 158 |
| Analista em Ciência e Tecnologia | 154 |
| Analista de Sistemas | 151 |
| Analista de Gestão em Saúde | 83 |
| Analista de Comércio Exterior | 40 |
| Analista Executivo em Metrologia e Qualidade | 35 |
| Policial | |
|---|---|
| Cargo | Vagas/ano |
| Policial Rodoviário Federal | 531 |
| Agente de Polícia Federal | 287 |
| Agente Penitenciário Federal | 160 |
| Escrivão de Polícia Federal | 121 |
| Perito Criminal Federal | 34 |
| Delegado de Polícia Federal | 28 |
| Papiloscopista | 22 |
| Oficial Técnico de Inteligência | 14 |
| Magistério/Pesquisa | |
|---|---|
| Cargo | Vagas/ano |
| Professor de Magistério Superior | 5.917 |
| Professor de Magistério de 1° e 2° Graus | 3.433 |
| Pesquisador | 325 |
| Saúde | |
|---|---|
| Cargo | Vagas/ano |
| Médico | 989 |
| Auxiliar de Enfermagem | 628 |
| Enfermeiro | 265 |
| Odontólogo | 36 |
| Farmacêutico | 36 |
| Nutricionista | 26 |
| Psicólogo | 25 |
| Fisioterapeuta | 19 |
| Jurídico | |
|---|---|
| Cargo | Vagas/ano |
| Procurador Federal | 107 |
| Defensor Público da União | 41 |
| Procurador da Fazenda Nacional | 31 |
| Procurador do Banco Central | 13 |
| Advogado | 13 |
| Outros - Nivel médio | |
|---|---|
| Cargo | Vagas/ano |
| Assistente Administrativo | 1.496 |
| Agente Administrativo | 1.441 |
| Técnico | 8.753 |
| Tecnologista | 32 |
| Agente em Indigenismo | 42 |
| Auxiliar | 92 |
| Controlador de Tráfego Aéreo | 30 |
| Agente de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal | 72 |
| Outros - Nivel superior | |
|---|---|
| Cargo | Vagas/ano |
| Especialista em Regulação | 401 |
| Auditor Fiscal da Receita Federal | 325 |
| Especialista | 299 |
| Administrador | 298 |
| Engenheiro | 209 |
| Auditor Fiscal do Trabalho | 143 |
| Fiscal Federal Agropecuário | 93 |
| Contador | 89 |
| Economista | 61 |
| Oficial de Chancelaria | 56 |
| Indigenista Especializado | 56 |
| Diplomata | 55 |
| Bibliotecário | 49 |
| Pedagogo | 35 |
| Arquivista | 26 |
| Arquiteto | 17 |
| Secretário Executivo | 14 |
Continua em dúvida? Acesse www.qualconcurso.com.br e descubra as suas chances de aprovação!
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Novas vagas no Executivo Federal: 2004-2013
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Higor Silva Rosa,
on
12:05
Para ajudar o concursista a ter uma visão das oportunidades no serviço público, o Qual Concurso analisou as informações de autorização para o provimento de novos cargos no Executivo Federal nos últimos 10 anos (2004-2013), divulgada pelo Ministério do Planejamento (www.planejamento.gov.br).
Ressalta-se que este estudo restringiu-se ao Poder Executivo, portanto, não incluímos os dados dos poderes Legislativo e Judiciário, bem como as informações dos concursos estaduais e municipais. Então existem bem mais vagas do que o apresentado aqui :)
Vagas criadas
| Ano | Superior | Médio | Total |
|---|---|---|---|
| 2004 | 16.240 | 5.061 | 21.301 |
| 2005 | 19.423 | 7.851 | 27.274 |
| 2006 | 5.570 | 2.648 | 8.218 |
| 2007 | 10.248 | 10.782 | 21.030 |
| 2008 | 28.776 | 13.136 | 41.912 |
| 2009 | 26.503 | 23.300 | 49.803 |
| 2010 | 28.199 | 11.524 | 39.723 |
| 2011 | 19.620 | 5.125 | 24.745 |
| 2012 | 18.823 | 5.220 | 24.043 |
| 2013 | 20.816 | 15.866 | 36.682 |
| Total | 194.218 | 100.513 | 294.731 |
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| Novas vagas em concurso para o Executivo Federal |
Anualmente, o Executivo Federal disponibiliza, em média, 30 mil novas vagas! O gráfico também mostra a tendência crescente na geração de vagas: nos últimos 10 anos, a cada ano disponibilizou-se 1600 vagas a mais que no ano anterior. Abaixo o número médio anual de vagas abertas, por órgão/instituição.
| Órgãos | Vagas/ano |
|---|---|
| Instituto Nacional do Seguro Social - INSS | 1.631 |
| Secretaria da Receita Federal do Brasil – RFB | 931 |
| Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT | 395 |
| Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA | 384 |
| Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE | 362 |
| Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA | 216 |
| Controladoria-Geral da União - CGU | 169 |
| Fundação Nacional do Índio - FUNAI | 122 |
| Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM | 104 |
| Instituto Brasileiro de Museus - IBRAM | 68 |
| Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN | 53 |
| Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA | 53 |
| Arquivo Nacional - AN | 21 |
| Outros | 137 |
| Total | 4.646 |
| Educação / Pesquisa | Vagas/ano |
|---|---|
| Instituições Federais de Ensino Superior - IFES | 4.935 |
| Instituto Federal - IFET | 3.335 |
| Instituições Federais de Ensino - IFE | 556 |
| IFET | 503 |
| Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ | 423 |
| Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva - INCA | 254 |
| Instituto Nacional da Propriedade Industrial – INPI | 160 |
| Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia -INMETRO | 135 |
| Instituto Evandro Chagas - IEC e do Centro Nacional de Primatas - CENP | 88 |
| Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade – ICMBio | 79 |
| Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação - FNDE | 77 |
| Fundação Universidade Federal da Grande Dourados - UFGD | 61 |
| Comissão Nacional de Energia Nuclear – CNEN | 55 |
| Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira - INEP | 50 |
| Universidade Federal de Pernambuco - UFPE | 48 |
| Universidade Federal de Tocantins - UFT | 44 |
| Instituições Federais de Educação Profissional e Tecnológica - IFET | 32 |
| Fundação Biblioteca Nacional – FBN | 29 |
| Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPQ | 27 |
| Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC | 22 |
| Outros | 140 |
| Total | 11.053 |
| Ministérios | Vagas/ano |
|---|---|
| Ministério da Educação – MEC | 5.737 |
| Ministério da Saúde – MS | 1.704 |
| Ministério da Fazenda – MF | 890 |
| Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão – MP | 668 |
| Ministério do Trabalho e Emprego – MTE | 632 |
| Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA | 313 |
| Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação - MCTI | 245 |
| Ministério da Justiça – MJ | 169 |
| Ministério do Meio Ambiente – MMA | 127 |
| Ministério das Relações Exteriores - MRE | 124 |
| Ministério da Previdência Social – MPS | 123 |
| Ministério da Integração Nacional – MI | 94 |
| Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC | 84 |
| Ministério das Comunicações – MC | 63 |
| Ministério da Cultura - MinC | 59 |
| Ministério das Cidades – MCIDADES | 52 |
| Ministério do Turismo - Mtur | 47 |
| Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA | 45 |
| Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome - MDS | 41 |
| Ministério dos Transportes – MT | 38 |
| Ministério da Justiça - MJ | 15 |
| Ministério da Pesca e Aquicultura - MPA | 12 |
| Ministério do Esporte - ME | 11 |
| Total | 11.293 |
| Policial | Vagas/ano |
|---|---|
| Departamento de Polícia Rodoviária Federal - DPRF | 571 |
| Departamento de Polícia Federal - DPF | 567 |
| Comando da Aeronáutica - COMAER | 174 |
| Comando da Marinha - CMAR | 143 |
| Comando do Exército - CEX | 121 |
| Departamento Penitenciário Nacional - DEPEN | 92 |
| Agência Brasileira de Inteligência - ABIN | 38 |
| Total | 1.706 |
| Jurídica | Vagas/ano |
|---|---|
| Advocacia-Geral de União - AGU | 202 |
| Defensoria Pública da União - DPU | 83 |
| Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional - PGFN | 31 |
| Total | 316 |
| Econômica | Vagas/ano |
|---|---|
| Banco Central do Brasil – BACEN | 284 |
| Comissão de Valores Mobiliários - CVM | 62 |
| Superintendência de Seguros Privados – SUSEP | 48 |
| Secretaria do Tesouro Nacional – STN | 30 |
| Superintendência Nacional de Previdência Complementar - PREVIC | 23 |
| Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA | 14 |
| Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE | 3 |
| Total | 464 |
| Agências | Vagas/ano |
|---|---|
| Agência Nacional de Aviação Civil - ANAC | 223 |
| Agência Nacional de Telecomunicações - ANATEL | 130 |
| Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL | 106 |
| Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT | 99 |
| Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA | 92 |
| Agência Nacional do Cinema - ANCINE | 83 |
| Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP | 81 |
| Agência Nacional de Transportes Aquaviários - ANTAQ | 63 |
| Agência Nacional de Saúde Suplementar - ANS | 51 |
| Agência Nacional de Águas - ANA | 50 |
| Agência Espacial Brasileira - AEB | 8 |
| Total | 986 |
| Saúde | Vagas/ano |
|---|---|
| Hospital das Forças Armadas - HFA | 393 |
| FUNASA | 94 |
| Hospitais e Institutos RJ | 72 |
| INTO | 45 |
| INCA | 39 |
| FUNDACENTRO | 20 |
| Total | 663 |
quarta-feira, 28 de maio de 2014
Impacto das cotas para negros nos concursos públicos
Posted by
Higor Silva Rosa,
on
11:05
Com a aprovação da cota de 20% das vagas para negros em concursos federais surge, naturalmente, o questionamento sobre o impacto dessa Lei.
Sem fazer nenhum juízo de valor, nós estimamos a variação de tempo de estudo (em meses) tanto para o branco quanto para o negro. Os resultados podem ser vistos na figura abaixo:
A figura apresenta a estimativa em meses de preparação para candidatos de vários níveis, representados pelas letras de A a J (A é o mais proficiente).
A linha pontilhada representa o paradigma pré-cota. As linhas roxas e laranja representam, respectivamente, a situação pós-cotas para brancos e negros. Já as barras vermelhas e verdes representam a variação, em meses, do tempo necessário de preparação com a adoção das cotas.
Para exemplificar, imagine dois candidatos, um branco e outro negro. Suponha que ambos levariam três anos até a aprovação no concurso desejado. Com a cota, o branco precisará estudar nove meses a mais. Já o negro será aprovado com aproximadamente sete meses a menos de estudo. A diferença de preparação nesse caso chega a aproximadamente um ano e quatro meses. Ou seja, o branco terá que estudar praticamente o dobro do negro para ter o mesmo resultado.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Minha chance de aprovação é pequena. E agora?
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Higor Silva Rosa,
on
10:53
Algumas pessoas possuem uma posição de relativo conforto no mundo dos concursos: possuem muito conhecimento, muita experiência, várias aprovações, mas nem todos tem essa “sorte”.
O caminho normal é começar mal. É a realidade... não podemos fingir!
O processo de aprender e evoluir é lento e trabalhoso, mas isso é tema para outro artigo. Hoje eu quero mostrar que quem tem uma pequena chance, na verdade pode ter MUITA, se for perseverante.
O resultado de um concurso envolve muita aleatoriedade. Nem por isso você deve deixar de estudar. Independentemente, quanto mais preparado, melhores as suas chances. Entretanto, essa incerteza opera tanto contra quanto a favor. Aí é que entra a persistência!
Suponha que você tenha apenas 10% de chance de aprovação em um determinado concurso. Não dá para dizer que somos favoritos à aprovação, mas nossa vaga está ali! Vendo o outro lado, nesse exemplo temos 90% de chance de insucesso.
Mas e se continuarmos tentando? Vamos supor aqui que a nossa chance não melhore, para sermos conservadores, porque a experiência normalmente faz as chances melhorarem. Se fizermos dois concursos ao invés de apenas um, qual é a nossa chance agora?
A chance de não passarmos em nenhum dos dois agora é 81%. Ou seja, a chance de aprovação é de 19%! E se fizermos 3, 4 ou 10? Veja a tabela abaixo:
A interpretação da tabela é a seguinte: quanto mais a direita, mais preparado é o candidato, ou seja, maior a sua chance em um único concurso. Quando mais para baixo, maior o número de concursos realizados. Quanto mais perto de 100% (verde), melhores a chance de aprovação.
E aí? Vai desistir na primeira dificuldade?
Ficou curioso?
Saiba em www.qualconcurso.com.br quais as suas chances de passar no concurso dos seus sonhos.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014
Níveis parecidos, recomendações diversas - estudo de caso: Polícia Federal
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Higor Silva Rosa,
on
04:37
Neste artigo mostraremos que candidatos com níveis parecidos de conhecimento podem ter recomendações diversas quanto à Qual Concurso tentar. Analisamos o caso de nove alunos, intitulados de A a I, que pretendem ingressar na Polícia Federal, mas não sabem em qual cargo teriam mais chance. As carreiras consideradas foram a de Agente, Escrivão, Delegado e Papiloscopista.
A primeira parte do trabalho consistiu em checar quais são as disciplinas relevantes nesses cargos. Pelo número e peso das questões, montamos a tabela abaixo. Assim, temos que essas 22 matérias contêm todos os quatro editais em análise.
Proporção de questões das diferentes disciplinas cobradas em cada uma das carreiras
Depois, avaliamos o conhecimento dos nove candidatos por meio de simulados. Para uma avaliação completa, cada concursando realizou uma prova de cada matéria. Os resultados estão na tabela padronizada abaixo (normalizada com média zero e desvio-padrão um). Para interpretar os resultados, o raciocínio é o seguinte: quanto maior o número, maior o conhecimento naquela matéria. O resultado 2,00 - por exemplo - indica que o candidato está entre os 2,5% melhores. Já resultados negativos, indicam que o concursista está abaixo da média na disciplina.
Nível de conhecimento dos candidatos em cada uma das 22 disciplinas
Repare que, na média, o conhecimento dos alunos não é muito diferente. Todos estão próximos de um desvio-padrão da média. O que indica que são candidatos entre os 15% melhores. Entretanto o conhecimento de cada um deles nas matérias é bem diverso. Esse conhecimento médio é irrelevante para estimar o sucesso nos concursos. Precisamos saber especificamente o conhecimento em cada um desses concursos. É isso que a tabela abaixo apresenta.
Nível de conhecimento dos candidatos em cada um dos concursos
Então, como conhecemos a habilidade de cada candidato em cada concurso, estimamos o seu desempenho nos quatro certames. Esses resultados são cruzados com os resultados reais dos aprovados, assim temos uma estimativa de como eles se sairiam nas provas reais. Então sabemos as suas chances de estarem aprovados em todos eles!
Probabilidade de aprovação em cada um dos concursos
O resultado deve ser avaliado para cada candidato (coluna). Quanto mais verde, maior a chance de aprovação. Assim, o candidato A deve optar pela carreira de Papiloscopista, pois é nela que possui maior chance de aprovação (16,9%). O candidato B para Delegado, e assim sucessivamente.
Todos esses cálculos envolvem modelos estatísticos complexos. Entretanto, essa não é a sua preocupação. Tudo que você precisa fazer é estudar (muito!) e fazer os simulados. Nós te damos a direção certa mostramos a sua evolução até a a aprovação.
O melhor é que o Qual Concurso não te avalia apenas em quatro carreiras. Nós temos mais de 1000 carreiras em nosso banco de dados. Com apenas poucos simulados, estimamos o seu desempenho em todos eles. Você descobrirá que tem chance em concursos que nem mesmo sabia da existência!
O que você está esperando?
Cadastre-se em www.qualconcurso.com.br, e seja um dos primeiros a utilizar a ferramenta. O lançamento está próximo!
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